• A cultura empreendedora como estratégia de desenvolvimento

    O fenômeno da Globalização

    É claro que, nos últimos anos, fenômenos vêm ocorrendo e marcando o desenvolvimento das diferentes regiões do mundo. Isto ocorre nas áreas política, social e econômica.

    O primeiro, e sem dúvida o mais forte, é a globalização. Pois nos levou todos os dias a confirmar que o mundo é simplesmente uma grande aldeia global e que é necessário apropriar-se e entender o conceito de Glocality (Think Global – Act Local).

    Esse fenômeno é acompanhado por três grandes tendências (ou ondas). E elas, nos últimos cinco anos, assumiram grande força e podem ser identificadas de maneira geral como:

    1. Empreendedorismo;
    2. Responsabilidade Social;
    3. e Redes de Valor.

    Questões que estão, sem dúvida, presentes nos planos de desenvolvimento para os próximos anos de entidades, públicas e privadas.

    A evolução da primeira tendência, Empreendedorismo, é um assunto que será tratado principalmente nesta reflexão. Uma vez que é marcado por inúmeros processos de mudança e numerosas estatísticas. E estas são apresentadas a cada ano como um exemplo convincente de que já entramos na Era do Empreendedorismo.

    O conceito da competitividade nos últimos anos

    É interessante lembrar alguns elementos na evolução do conceito de competitividade nos últimos anos e como a cultura empreendedora se torna um elemento estrutural para a produtividade e competitividade do nosso país.

    Em meados dos anos 60, a competitividade do setor era baseada no preço. As organizações foram fortemente integradas, com estruturas rígidas e hierárquicas, com um estilo de gerenciamento centralizado. Nesse modelo, o preço era o fator determinante na aquisição de um produto ou serviço, deixando qualidade e serviço nas últimas posições dentro da escala de importância. Assim, as estratégias competitivas das empresas foram baseadas na evolução dos preços, custos e taxas de câmbio.

    Nos anos 80, a incipiente globalização dos mercados e o desenvolvimento das comunicações e da tecnologia da informação levaram a uma nova ordem econômica mundial. Dessa forma, a qualidade e o serviço se tornaram os principais fatores no momento da decisão de compra dos indivíduos.

    A nova competitividade estrutural, mais flexível e descentralizada, visava à melhoria real do padrão de vida da população, de modo a torná-la viável. Baseia-se, então, na capacidade de um país adotar com oportunidade e seletividade o novo padrão tecnológico de acordo com a evolução da demanda e seu potencial de recursos (Markovich, 1990). Dos quais o mais importante é, indubitavelmente, a cultura empreendedora de seus profissionais (Drucker, 1986).

    A cultura empreendedora na nova linguagem…

    É claro que a Cultura Empreendedora faz parte dessa nova linguagem que nasce de um modelo econômico recente e que governa uma nova realidade. Cultura Empreendedora é a base geral sobre a qual qualquer esforço destinado a apoiar as novas gerações de empreendedores no país deve ser direcionado, com a capacidade de se reconhecerem como verdadeiros “Atletas Empreendedores”. Ou seja, empreendedores que precisam e precisam de treinamento. e desenvolvimento permanente de suas habilidades e habilidades empreendedoras, um assunto que abordaremos em futuras parcelas.

    Em 1990, Schimidheing concluiu que a cultura empresarial e do empreendedorismo nos profissionais é fundamental para ser competitivo e ajudar no desenvolvimento global de um país. Além disso, contribui para o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e permite a geração de emprego e riqueza, dando-lhe um melhor padrão de vida para seus habitantes. Em suma, uma nova cultura é necessária dentro de escolas, universidades, centros de treinamento e ensino, que tende à educação para o empreendedorismo.

    A afirmação acima assumiu uma força maior com a apreciação de Allan Gibb. Em seu discurso no marco da 4ª conferência de pesquisa sobre Empreendedorismo na América Latina, afirma que o grande desafio que enfrentamos neste momento como uma sociedade é: “Criar um ambiente de negócios capaz de empoderar um grande número e variedade de pessoas de todos os níveis sociais para que possam desfrutar e criar soluções para enfrentar a incerteza de um ambiente global cada vez mais turbulento“.

    O resultado esperado sob este processo teria um maior número de cidadãos com espírito empreendedor. Ou seja, com vontade pessoal para agir proativamente enfrentar qualquer situação na vida. Tentando gerar idéias que se transformam em projetos que buscam a satisfação de necessidades e problemas. Além de possibilitar o crescimento e a melhoria permanente do seu projeto e das suas condições de vida. Para atingir este objetivo, todo o sistema educacional deve ser orientado para desenvolver um processo de empreendedorismo. Assim, utiliza-se uma abordagem integral de desenvolvimento humano que ajude a comunidade a:

    • Construir conhecimentos e desenvolver hábitos, atitudes e valores necessários. A fim de gerar ações voltadas ao aprimoramento pessoal. Além da transformação do meio ambiente e da sociedade;
    • Apresentar soluções para as necessidades humanas presentes na comunidade. Nesse sentido buscamdo inovação, ética, responsabilidade social e uma perspectiva de desenvolvimento sustentável;
    • Promover a cooperação e o trabalho em equipe em todos os membros da comunidade;
    • Fortalecer nos membros de uma comunidade. Por exemplo na capacidade de obter e manter um emprego, no acesso a diferentes tipos e oportunidades de trabalho;
    • Consolidar os processos de articulação das instituições de ensino com o setor produtivo e instituições de ensino superior.

    A nova geração de empreendedores: os talentos!

    A formação de uma nova geração de empreendedores requer que as instituições públicas e privadas trabalhem em conjunto. Deve-se buscar a consolidação de uma cultura empreendedora.  Nesse sentido, a cultura do empreendedorismo será refletida quando:

    • Todos os membros de uma comunidade expressam permanentemente relações de cooperação, liderança e atitude para o desenvolvimento;
    • A partir dos primeiros anos de formação desenvolvem-se atitudes empreendedoras nos alunos. Dessa maneira se refletirão nos diferentes espaços de formação e em todas as áreas da sua vida;
    • O projeto educativo institucional de escolas, instituições técnicas e tecnológicas e universidades geram ambientes propícios para a formação e desenvolvimento. Sejam eles analítico, crítico, criativo, comprometido eticamente, expressivo, auto-consciente e no sentido de responsabilidade pessoal e social;
    • Temos talentos humanos competentes com capacidade de gerar ações inovadoras. E estes atendem às necessidades de desenvolvimento de pessoas e países.

    Elaborado por: Pablo Emilio Vanegas – Consultor empresarial

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    FONTES

    [1]  WEIHRICH, Heinz, Administración: Una perspectiva Global. 11 Edición. Capitulo 1: Administración: Ciencia Teoría y Practica Páginas 6 a 46.

    [2] ROSALES, Oswaldo. “Competitividad, productividad e inserción externa de América Latina en comercio exterior”. Vol. 40, #8. México, 1.990.

    [3] MARKOVICH,  Jacques. “Tecnología y competitividad en conceptos generales en gestión tecnológica”. BID, SECAB, CINDA. Santiago de Chile, 1.990.

    [4] DRUCKER, Peter. “La innovación y el empresario innovador”. Ed. Norma. Santa fe de Bogotá, 1.985

    [5] VANEGAS B Pablo Emilio, “Atletas Empresariales – La Nueva Generación”, Bogotá 2017

    [6] SCHIMIDHEING, Stephan. “La misión empresarial en el marco de una desarrollo económico sostenible en ciencia política”. IV trimestre, 1.990.

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