• Os resolvedores de problemas: por que evitá-los?

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    Os resolvedores de problemas no papel de heróis

    Todos os dias cada um de nós agimos sobre algum processo, serviço ou produto que não saiu como planejado. E, assim, os resolvedores de problemas entram em ação.

    Todos os dias coisas acontecem e uma das frases que mais ouço nas empresas é: “Aqui matamos um leão por dia!”. Ou também: “Somos como bombeiros, vivemos apagando incêndios!”.

    Assim como a figura dos bombeiros nos lembram heróis (e de fato os são), talvez por isso os gestores e funcionários que costumam resolver os problemas emergenciais o tempo todo também se sintam assim.

    Inegavelmente, sentem-se como heróis porque sempre colocam as coisas de volta aos trilhos, resolvem problemas, são grandes revolvedores de problemas. E essa pode parecer uma habilidade importante, especialmente em organizações pouco devotas do planejamento.

    Os famosos “fios soltos” e a falta de planejamento

    Se sua empresa é cheia de problemas mal resolvidos, de “fios soltos”, não há:

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Em suma, se não há atributos que apoiem a condução da empresa em uma determinada e conhecida direção, então ela possui o ambiente perfeito para o desenvolvimento e a multiplicação dos “resolvedores de problemas”. Neste ambiente, ele aparece, brilha, cresce e segue como o principal predador de um ecossistema vicioso.

    Com o tempo, os profissionais com uma visão mais planejadora, aqueles que enxergam os vícios e falhas constantes desanimam. Eles fogem desse ecossistema, são expulsos ou pior: se transformam e se juntam aos resolvedores de problemas. Visto que, de algum modo, apenas esses têm chances de crescimento.

    Bem, saber resolver crises e atuar de maneira contundente e assertiva diante de uma situação não conforme é de fato uma habilidade importante, mas ela não pode nos definir. Não podemos nos orgulhar de nos transformarmos em excelentes apagadores de incêndio.

    O que é a Ação de Contenção, afinal?

    Diante de um problema, especialmente aqueles que se repetem, apagar o incêndio é apenas a primeira etapa, o que chamamos de “Ação de Contenção”. Equivale a colocar um balde sob a goteira em um dia de chuva forte. Não resolve, mas evita maiores consequências, evita que água estrague os móveis, por exemplo.

    Por fim, quando a tempestade passa, o chão é seco, o balde é recolhido e aí os resolvedores de problemas não sabem o que fazer, eles simplesmente ignoram as causas, não olham pra cima, não veem os furos no telhado, não o consertam e aguardam a próxima tempestade, quando novamente vão se vangloriar por saberem onde está o balde!

    Mire na causa do problema e avalie a eficácia do seu trabalho!

    Depois da tempestade é preciso avaliar as causas do problema. É preciso olhar ao redor, levantar a cabeça e encontrar os furos do telhado. Pensar em estabelecer um plano de ações, com, no mínimo, prazos e responsáveis definidos pelo conserto. Assim realizar a correção e avaliar sua eficácia. A isso chamamos de “Ação Corretiva”.

    Inegavelmente uma ação corretiva eficaz mitiga o problema, na próxima tempestade não haverá goteiras e aí, o pobre resolvedor de problemas não será necessário.

    Vovó já dizia: prevenir é melhor que remediar!

    Ademais, há uma outra categoria de empresa, esta sim ainda mais eficiente. Ora, todos nós sabemos que nenhum telhado dura para sempre, correto? Que instalações, sistemas, planos, estruturas, processos, estratégias, tudo isso perece, tudo isso tem “prazo de validade”.

    Dessa forma, devemos imaginar que em determinado momento surgirá um furo no telhado, e as telhas ficarão velhas e frágeis e não mais resistirão às intempéries a que estão sujeitas. Saberemos que elas deverão ser trocadas, antes que os furos surjam.

    Decerto um plano de inspeção das telhas e uma troca programada das mesas pode ser estabelecido e a isto chamamos de “Ação Preventiva”, e vovó já dizia: Prevenir é melhor que remediar.

    Neste caso, os resolvedores de problemas não têm qualquer espaço, as coisas funcionam melhor, de maneira quase ininterrupta e perfeita.

    Claro, até que surja um problema novo…

    Se você quer estabelecer processos mais eficientes em sua empresa, melhorar seu planejamento e sua capacidade de resolver problemas fale conosco.

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    Daniel Sanches é Diretor da Qualylife Consultoria.

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